quarta-feira, 1 de setembro de 2010

FRASES DO MESTRE JIGORO KANO II

Conhecer-se é dominar-se, e dominar-se é triunfar.
Quem teme perder já está vencido.
Somente se aproxima da perfeição que a procura com constância, sabedoria e, sobretudo, humildade.
Quando verificares, com tristeza, que nada sabes, terás feito teu primeiro progresso no aprendizado.
Nunca te orgulhes de haver vencido um adversário, quem venceste hoje poderá derrotar-te amanhã, a única vitória que perdura é a que se conquista sobre a própria ignorância.
O judoca não se aperfeiçoa para lutar, luta para se aperfeiçoar.
O judoca é o que possui inteligência para compreender aquilo que lhe ensinam e paciência para ensinar o que aprendeu aos seus companheiros. Saber cada dia um pouco mais, utilizando o saber para o bem, é o caminho do verdadeiro judoca.
Praticar o judô é educar a mente a pensar com velocidade e exatidão, bem como ensinar o corpo a obedecer corretamente. O corpo é uma arma cuja eficiência depende da precisão com que se usa a inteligência. 
A meta final do JUDÔ KODOKAN é o aperfeiçoamento do indivíduo por si mesmo, desenvolvendo um espírito que deve buscar a verdade através de esforço constante e da sua total abnegação, para contribuir na prosperidade e no bem estar da raça humana" (Jigoro Kano)
A essência do Judô não está na vitória nem na revelação do talento mas, sim, no esforço e na habilidade desprendidas para conseguí-las" (Jigoro Kano) 

FRASES DO MESTRE JIGORO KANO

- “O adversário é um parceiro necessário ao progresso, a vida da humanidade baseia-se neste princípio”.

- “Não se envergonhe por causa de um erro, você estaria cometendo uma falta”.

- “É somente através da ajuda mútua e das concessões recíprocas que um organismo agrupando indivíduos em número grande ou pequeno pode encontrar sua harmonia plena e realizar verdadeiros progressos”.

- “Vencer o hábito de usar a força contra a força é uma das coisas mais difíceis do treinamento do judô. Caso não se consiga isto não se pode esperar progresso”.

- “A simplicidade é a chave de toda arte superior, da vida e do judô”.
- “Sutileza na técnica e finura na estética são úteis para a eficácia da arte, mas escapam a qualquer descrição”.

- “A derrota na competição e no treinamento não deve ser uma fonte de desânimo ou de desespero. É sinal da necessidade de uma prática maior e de esforços redobrados”.

- “Se é por vezes permitido ter excesso de zelo, isto sempre acaba por tornar-se uma fonte de perigo”.

- “Os katas são a estética do judô. É no kata que está o espírito do judô, sem o qual é impossível perceber o objetivo”.

- “Será que existe um princípio que realmente se aplique a todos os casos? Sim, existe um, é o princípio da eficácia máxima na utilização do espírito e do corpo. Dei a este princípio, de uma generalidade absoluta, o nome de Judô”.

- “O judô ultrapassou o estágio primitivo da utilidade para atingir o de uma ciência e de uma arte”.

- “A estabilidade mental (ou uma calma inabalável) é um fator importante numa luta de judô. Seria ainda mais importante caso se tratasse de uma luta de vida ou morte”.

- “A questão principal é elevar-se acima do problema da vida e da morte da sensação de temor e de apreensão”.

- “O judô deve existir para o benefício do homem e não o homem para o judô (competição)”.

- “Em qualquer espécie de treinamento o ponto mais importante é libertar-se dos maus hábitos”.

- “A idéia de considerar os outros como inimigos só pode ser loucura e fonte de regressão”.

- “O judô deve ser mantido acima de toda a escravidão artificial. As novas invenções devem tornar-se conhecimentos comuns”.

- “O judô é uma arte e uma ciência. Ele deve ser mantido acima de toda a escravidão artificial e deve ser livre de qualquer influência financeira, comercial e pessoal”.

- “O valor de uma coisa depende da maneira como a abordamos mentalmente e não da coisa em si”.

- “O alto valor da habilidade e da qualidade da arte só pode ser obtido elevando-se acima da dualidade da competição”.

- “O judô não deve ser revestido por um rótulo nacional, racial, político, pessoal ou sectário”.

- “Quando se percebe a potência do judô, compreende-se que não pode usá-lo levianamente, pois ele pode ser tão perigoso quanto uma espada desembainhada”.

- “O melhor uso que se pode fazer de uma espada é não utilizá-la, o pior é servir-se dela”.

- “Ambição e rivalidade, cuidadosamente dosadas, são estimulantes do progresso. Porém em quantidade excessiva, transformam-se em venenos destrutivos”.

- “À medida que se progride no estudo do judô, o sentido de confiança em si mesmo, base do equilíbrio mental, se desenvolve”.

- “A habilidade é função de um ato inconsciente automático. O controle consciente de todos os fatores é impossível, pois uma entrada só é possível num espaço de tempo igual ao de um raio”.

- “As fonte estimulantes da ação são o instinto criador e o espírito de aventura”.

- “A situação do mundo e dos assuntos humanos, atualmente, se assemelham muito à dos principiantes sobre a esteira de judô”.

- “A saída de vida depende do jogo harmonioso de nossos instintos”.

- “Nossos braços são movidos pelo deslocamento do corpo do adversário. Como se dele fizessem parte”.

- “Tender a perfeição é o princípio do treinamento de judô”.

- “A despeito das aparências ‘eu’ e ‘mim’ são os fatores mais negligenciados no pensamento humano”.

- “Cada ação do corpo é tão importante quanto um elo numa corrente”.

- “Sem uma clara compreensão do sentido do movimento não se podem esperar progressos reais”.

- “O conhecimento do corpo para ser eficaz não é necessariamente o alto conhecimento científico do engenheiro, mas sim aquele, prático do operário”.

- “Devemos nos lembrar que a essência do esporte não está na marca ou no escore, mas nos esforços e na habilidade despendidos para atingi-los”.

- “A maneira de treinar depende de uma ação consciente, mas o objetivo do treinamento é conseguir o domínio da técnica, o que é inconsciente”.

- “A dualidade e a condição da vida. Sem oposto nem contrastes, a vida não é vida”.

- “O judô pode ser considerado como uma arte, ou uma filosofia do equilíbrio, bem como um meio para cultivar o sentido e o estado de equilíbrio”.
- " Somente se aproxima da perfeição quem a procura com constância sabedoria e sobre tudo muita humildade.
 

EDIQUETA E SAUDAÇOES

Tradicionalmente, antes e depois dos treinamentos, os estudantes devem fazer reverências, demonstrando respeito e tradição; agradecendo pela oportunidade de desenvolver sua técnica. Estas reverências podem ser realizadas na posição sentada, mais formal, zarei.
ZAREI – saudação de joelhos;
RITSUREI – saudação na posição de pé.
Estas reverências devem ser sinceras, demonstrando respeito e consideração.
O DOJO (sala de treinamento) é um local de concentração, onde devem ser adotados comportamentos adequados. A higiene pessoal é também importante; as unhas devem estar cortadas rente, evitando ferimentos. O judogui deve ser lavado com regularidade e estar sempre em bom estado. Os praticantes devem também se alimentar, beber e dormir com moderação.

METODO DE TREINAMENTO

Métodos de treinamento
Kata: significa “formas”, é um sistema de movimentos pré-estabelecidos visando ao aprendizado dos fundamentos de ataque e defesa. Inclui, quedas; socos; punhaladas e inúmeras outras técnicas que somente podem ser utilizadas como movimentos pré-estabelecidos, onde, cada participante sabe o que o outro irá realizar.
Randori: significa “prática livre”. Cada participante trata o outro como se estivesse em uma disputa. Podendo derrubá-lo; estrangula-lo e aplicar chaves nas articulações, não podendo porém, aplicar recursos não apropriados tais como, socos e chutes.
A principal condição no randori é a de que os participantes não devem causar danos uns aos outros, seguindo normas de gentileza obrigatórias, objetivando a absorção de seus benefícios.
O randori pode ser praticado como método de ataque e defesa ou como método de educação física, observando-se sempre o princípio da máxima eficiência. O objetivo do treinamento físico sistemático é aperfeiçoar o controle da mente e do corpo, preparando a pessoa para enfrentar qualquer emergência ou ataque, seja acidental ou intencional.

Treinando a mente
O kata e o randori são ambos, formas de treinamento mental, sendo o randori mais eficaz. No randori, deve-se identificar a fraqueza do adversário e estar sempre pronto para atacá-lo com todos os recursos disponíveis, quando a oportunidade surgir, sem violar as regras do Judô.
A prática do randori torna o estudante sério, sincero, solícito, cauteloso e deliberado em suas ações. Ao mesmo tempo em que aprende a tomar decisões rápidas e agir com presteza tanto para atacar como para defender. No randori não há lugar para os indecisos.
No randori nunca existe a certeza de qual técnica o oponente irá utilizar, assim, deve-se manter sempre a guarda. A atenção, observação, imaginação e o julgamento , são naturalmente desenvolvidos, como atributos a serem utilizados não só no dojô como no dia a dia.
Durante o randori, são verificadas as complexas relações físico-mentais existentes entre os dois praticantes. Com o Randori aprendemos e compreendemos o princípio da máxima eficiência, mesmo quando somos fisicamente mais fortes. É muito mais difícil vencer utilizando técnica do que utilizando força bruta. Este princípio, pode ser aplicado a vida diária.
Os estudantes aprendem que a persuasão é em última análise mais eficiente que a coação. Outro aprendizado do randori é a aplicação da quantidade correta de força; nunca superior; nunca inferior à necessária.
No randori, ocasionalmente nos defrontamos com um oponente agressivo e que deseja vencer a qualquer custo. Aprendemos nos treinamentos que não devemos resistir diretamente com força, mas sim movimentar o oponente até que sua fúria e força sejam exauridas, para então atacar.
Este aprendizado pode ser utilizado quando nos defrontamos com uma pessoa na vida diária. Desde que os argumentos que estejamos utilizando tenham efeito sobre ela, podemos esperar que se acalme. Estes são alguns exemplos da contribuição do randori para o treinamento da mente dos jovens.
Treinamento ético
Procuremos entender como o princípio da máxima eficiência contribui para o desenvolvimento da ética. Existem pessoas agressivas por natureza que se irritam pela mais insignificante razão. O Judô pode ensinar a essas pessoas como se autocontrolar.
Através do treinamento, elas aprendem rapidamente que a raiva é uma perda de energia, que só provoca efeitos negativos, não só à própria pessoa como também aos outros. O treinamento do Judô é extremamente benéfico para os que possuem pouca confiança em si, devido a fracassos anteriores.
O Judô nos ensina a descobrir o melhor caminho para agir. Aprendemos que em qualquer circunstância, a preocupação é um desperdício de energia. O paradoxo é que o homem que falha e o que obtém sucesso, estão na mesma posição. Cada um necessita decidir a próxima ação; escolher o curso que o levará ao futuro.
O aprendizado do Judô dá a cada um, o mesmo potencial para o sucesso, tirando o homem do estado de letargia e desapontamento. Levado-o a um estado de vigorosa atividade. Um outro tipo que pode beneficiar-se da prática do Judô é o descontente crônico, que está sempre pronto a por a culpa de seus erros nos outros. Essas pessoas apreendem que o modo negativo como sua mente pensa é contra o princípio da máxima eficiência e que viver conforme este princípio é a chave para uma mudança de seu estado mental.

A importância do treinamento regular
O valor real do Judô somente aparece como resultado da prática regular. Para obter-se os benefícios físicos e mentais do Judô, a prática regular e contínua deve ser observada.
Fundamentos básicos
Judogui é o uniforme utilizado na prática do JUDÔ. Deve ser mantido limpo e em bom estado. A primeira coisa que se deve aprender é como vesti-lo e amarrar a faixa em volta da cintura.
Graduação: os praticantes de JUDÔ são classificados conforme o grau de desenvolvimento de suas habilidades e conhecimento.
Classificação da cor da faixa

CURIOSIDADES SOBRE JUDO

Curiosidades

  • Jigoro Kano, criador do judô, ainda é o único homem a ter alcançado o 13º dan.
  • O judô só passou a ser considerado esporte olímpico em 1964, em Tóquio.
  • Entre as mulheres, o esporte só passou a ser disputado nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. Na ocasião, a chinesa Xiaoyan Zhuang ganhou a medalha de ouro na categoria pesado (acima de 72kg).
  • Atualmente, o japonês Keiji Suzuki é um dos principais nomes do judô mundial. Campeão olímpico em 2004 na categoria pesado (acima de 100kg), hoje ele compete entre os meio-pesados (até 100kg). Foi nessa categoria que conquistou o Campeonato Mundial de 2005, disputado no Cairo.
  • O técnico da seleção masculina nacional, Luís Juniti Shinohara, é o único brasileiro, ao lado de Bernardinho (do vôlei), a conquistar medalhas como atleta e treinador nos Jogos Pan-Americanos. Ele foi ouro em 1979, em San Juan, prata em 1983, em Caracas, e bronze em 1975, na Cidade do México. Como treinador, comandou todos os medalhistas brasileiros no último Pan, em 2003, em Santo Domingo.
  • No judô, além do ouro e da prata para o campeão e vice, respectivamente, são distribuídos dois bronzes por categoria, que premiam os vencedores de uma repescagem entre aqueles que perderam alguma de suas lutas antes de chegarem à final.