quarta-feira, 1 de setembro de 2010

FRASES DO MESTRE JIGORO KANO II

Conhecer-se é dominar-se, e dominar-se é triunfar.
Quem teme perder já está vencido.
Somente se aproxima da perfeição que a procura com constância, sabedoria e, sobretudo, humildade.
Quando verificares, com tristeza, que nada sabes, terás feito teu primeiro progresso no aprendizado.
Nunca te orgulhes de haver vencido um adversário, quem venceste hoje poderá derrotar-te amanhã, a única vitória que perdura é a que se conquista sobre a própria ignorância.
O judoca não se aperfeiçoa para lutar, luta para se aperfeiçoar.
O judoca é o que possui inteligência para compreender aquilo que lhe ensinam e paciência para ensinar o que aprendeu aos seus companheiros. Saber cada dia um pouco mais, utilizando o saber para o bem, é o caminho do verdadeiro judoca.
Praticar o judô é educar a mente a pensar com velocidade e exatidão, bem como ensinar o corpo a obedecer corretamente. O corpo é uma arma cuja eficiência depende da precisão com que se usa a inteligência. 
A meta final do JUDÔ KODOKAN é o aperfeiçoamento do indivíduo por si mesmo, desenvolvendo um espírito que deve buscar a verdade através de esforço constante e da sua total abnegação, para contribuir na prosperidade e no bem estar da raça humana" (Jigoro Kano)
A essência do Judô não está na vitória nem na revelação do talento mas, sim, no esforço e na habilidade desprendidas para conseguí-las" (Jigoro Kano) 

FRASES DO MESTRE JIGORO KANO

- “O adversário é um parceiro necessário ao progresso, a vida da humanidade baseia-se neste princípio”.

- “Não se envergonhe por causa de um erro, você estaria cometendo uma falta”.

- “É somente através da ajuda mútua e das concessões recíprocas que um organismo agrupando indivíduos em número grande ou pequeno pode encontrar sua harmonia plena e realizar verdadeiros progressos”.

- “Vencer o hábito de usar a força contra a força é uma das coisas mais difíceis do treinamento do judô. Caso não se consiga isto não se pode esperar progresso”.

- “A simplicidade é a chave de toda arte superior, da vida e do judô”.
- “Sutileza na técnica e finura na estética são úteis para a eficácia da arte, mas escapam a qualquer descrição”.

- “A derrota na competição e no treinamento não deve ser uma fonte de desânimo ou de desespero. É sinal da necessidade de uma prática maior e de esforços redobrados”.

- “Se é por vezes permitido ter excesso de zelo, isto sempre acaba por tornar-se uma fonte de perigo”.

- “Os katas são a estética do judô. É no kata que está o espírito do judô, sem o qual é impossível perceber o objetivo”.

- “Será que existe um princípio que realmente se aplique a todos os casos? Sim, existe um, é o princípio da eficácia máxima na utilização do espírito e do corpo. Dei a este princípio, de uma generalidade absoluta, o nome de Judô”.

- “O judô ultrapassou o estágio primitivo da utilidade para atingir o de uma ciência e de uma arte”.

- “A estabilidade mental (ou uma calma inabalável) é um fator importante numa luta de judô. Seria ainda mais importante caso se tratasse de uma luta de vida ou morte”.

- “A questão principal é elevar-se acima do problema da vida e da morte da sensação de temor e de apreensão”.

- “O judô deve existir para o benefício do homem e não o homem para o judô (competição)”.

- “Em qualquer espécie de treinamento o ponto mais importante é libertar-se dos maus hábitos”.

- “A idéia de considerar os outros como inimigos só pode ser loucura e fonte de regressão”.

- “O judô deve ser mantido acima de toda a escravidão artificial. As novas invenções devem tornar-se conhecimentos comuns”.

- “O judô é uma arte e uma ciência. Ele deve ser mantido acima de toda a escravidão artificial e deve ser livre de qualquer influência financeira, comercial e pessoal”.

- “O valor de uma coisa depende da maneira como a abordamos mentalmente e não da coisa em si”.

- “O alto valor da habilidade e da qualidade da arte só pode ser obtido elevando-se acima da dualidade da competição”.

- “O judô não deve ser revestido por um rótulo nacional, racial, político, pessoal ou sectário”.

- “Quando se percebe a potência do judô, compreende-se que não pode usá-lo levianamente, pois ele pode ser tão perigoso quanto uma espada desembainhada”.

- “O melhor uso que se pode fazer de uma espada é não utilizá-la, o pior é servir-se dela”.

- “Ambição e rivalidade, cuidadosamente dosadas, são estimulantes do progresso. Porém em quantidade excessiva, transformam-se em venenos destrutivos”.

- “À medida que se progride no estudo do judô, o sentido de confiança em si mesmo, base do equilíbrio mental, se desenvolve”.

- “A habilidade é função de um ato inconsciente automático. O controle consciente de todos os fatores é impossível, pois uma entrada só é possível num espaço de tempo igual ao de um raio”.

- “As fonte estimulantes da ação são o instinto criador e o espírito de aventura”.

- “A situação do mundo e dos assuntos humanos, atualmente, se assemelham muito à dos principiantes sobre a esteira de judô”.

- “A saída de vida depende do jogo harmonioso de nossos instintos”.

- “Nossos braços são movidos pelo deslocamento do corpo do adversário. Como se dele fizessem parte”.

- “Tender a perfeição é o princípio do treinamento de judô”.

- “A despeito das aparências ‘eu’ e ‘mim’ são os fatores mais negligenciados no pensamento humano”.

- “Cada ação do corpo é tão importante quanto um elo numa corrente”.

- “Sem uma clara compreensão do sentido do movimento não se podem esperar progressos reais”.

- “O conhecimento do corpo para ser eficaz não é necessariamente o alto conhecimento científico do engenheiro, mas sim aquele, prático do operário”.

- “Devemos nos lembrar que a essência do esporte não está na marca ou no escore, mas nos esforços e na habilidade despendidos para atingi-los”.

- “A maneira de treinar depende de uma ação consciente, mas o objetivo do treinamento é conseguir o domínio da técnica, o que é inconsciente”.

- “A dualidade e a condição da vida. Sem oposto nem contrastes, a vida não é vida”.

- “O judô pode ser considerado como uma arte, ou uma filosofia do equilíbrio, bem como um meio para cultivar o sentido e o estado de equilíbrio”.
- " Somente se aproxima da perfeição quem a procura com constância sabedoria e sobre tudo muita humildade.
 

EDIQUETA E SAUDAÇOES

Tradicionalmente, antes e depois dos treinamentos, os estudantes devem fazer reverências, demonstrando respeito e tradição; agradecendo pela oportunidade de desenvolver sua técnica. Estas reverências podem ser realizadas na posição sentada, mais formal, zarei.
ZAREI – saudação de joelhos;
RITSUREI – saudação na posição de pé.
Estas reverências devem ser sinceras, demonstrando respeito e consideração.
O DOJO (sala de treinamento) é um local de concentração, onde devem ser adotados comportamentos adequados. A higiene pessoal é também importante; as unhas devem estar cortadas rente, evitando ferimentos. O judogui deve ser lavado com regularidade e estar sempre em bom estado. Os praticantes devem também se alimentar, beber e dormir com moderação.

METODO DE TREINAMENTO

Métodos de treinamento
Kata: significa “formas”, é um sistema de movimentos pré-estabelecidos visando ao aprendizado dos fundamentos de ataque e defesa. Inclui, quedas; socos; punhaladas e inúmeras outras técnicas que somente podem ser utilizadas como movimentos pré-estabelecidos, onde, cada participante sabe o que o outro irá realizar.
Randori: significa “prática livre”. Cada participante trata o outro como se estivesse em uma disputa. Podendo derrubá-lo; estrangula-lo e aplicar chaves nas articulações, não podendo porém, aplicar recursos não apropriados tais como, socos e chutes.
A principal condição no randori é a de que os participantes não devem causar danos uns aos outros, seguindo normas de gentileza obrigatórias, objetivando a absorção de seus benefícios.
O randori pode ser praticado como método de ataque e defesa ou como método de educação física, observando-se sempre o princípio da máxima eficiência. O objetivo do treinamento físico sistemático é aperfeiçoar o controle da mente e do corpo, preparando a pessoa para enfrentar qualquer emergência ou ataque, seja acidental ou intencional.

Treinando a mente
O kata e o randori são ambos, formas de treinamento mental, sendo o randori mais eficaz. No randori, deve-se identificar a fraqueza do adversário e estar sempre pronto para atacá-lo com todos os recursos disponíveis, quando a oportunidade surgir, sem violar as regras do Judô.
A prática do randori torna o estudante sério, sincero, solícito, cauteloso e deliberado em suas ações. Ao mesmo tempo em que aprende a tomar decisões rápidas e agir com presteza tanto para atacar como para defender. No randori não há lugar para os indecisos.
No randori nunca existe a certeza de qual técnica o oponente irá utilizar, assim, deve-se manter sempre a guarda. A atenção, observação, imaginação e o julgamento , são naturalmente desenvolvidos, como atributos a serem utilizados não só no dojô como no dia a dia.
Durante o randori, são verificadas as complexas relações físico-mentais existentes entre os dois praticantes. Com o Randori aprendemos e compreendemos o princípio da máxima eficiência, mesmo quando somos fisicamente mais fortes. É muito mais difícil vencer utilizando técnica do que utilizando força bruta. Este princípio, pode ser aplicado a vida diária.
Os estudantes aprendem que a persuasão é em última análise mais eficiente que a coação. Outro aprendizado do randori é a aplicação da quantidade correta de força; nunca superior; nunca inferior à necessária.
No randori, ocasionalmente nos defrontamos com um oponente agressivo e que deseja vencer a qualquer custo. Aprendemos nos treinamentos que não devemos resistir diretamente com força, mas sim movimentar o oponente até que sua fúria e força sejam exauridas, para então atacar.
Este aprendizado pode ser utilizado quando nos defrontamos com uma pessoa na vida diária. Desde que os argumentos que estejamos utilizando tenham efeito sobre ela, podemos esperar que se acalme. Estes são alguns exemplos da contribuição do randori para o treinamento da mente dos jovens.
Treinamento ético
Procuremos entender como o princípio da máxima eficiência contribui para o desenvolvimento da ética. Existem pessoas agressivas por natureza que se irritam pela mais insignificante razão. O Judô pode ensinar a essas pessoas como se autocontrolar.
Através do treinamento, elas aprendem rapidamente que a raiva é uma perda de energia, que só provoca efeitos negativos, não só à própria pessoa como também aos outros. O treinamento do Judô é extremamente benéfico para os que possuem pouca confiança em si, devido a fracassos anteriores.
O Judô nos ensina a descobrir o melhor caminho para agir. Aprendemos que em qualquer circunstância, a preocupação é um desperdício de energia. O paradoxo é que o homem que falha e o que obtém sucesso, estão na mesma posição. Cada um necessita decidir a próxima ação; escolher o curso que o levará ao futuro.
O aprendizado do Judô dá a cada um, o mesmo potencial para o sucesso, tirando o homem do estado de letargia e desapontamento. Levado-o a um estado de vigorosa atividade. Um outro tipo que pode beneficiar-se da prática do Judô é o descontente crônico, que está sempre pronto a por a culpa de seus erros nos outros. Essas pessoas apreendem que o modo negativo como sua mente pensa é contra o princípio da máxima eficiência e que viver conforme este princípio é a chave para uma mudança de seu estado mental.

A importância do treinamento regular
O valor real do Judô somente aparece como resultado da prática regular. Para obter-se os benefícios físicos e mentais do Judô, a prática regular e contínua deve ser observada.
Fundamentos básicos
Judogui é o uniforme utilizado na prática do JUDÔ. Deve ser mantido limpo e em bom estado. A primeira coisa que se deve aprender é como vesti-lo e amarrar a faixa em volta da cintura.
Graduação: os praticantes de JUDÔ são classificados conforme o grau de desenvolvimento de suas habilidades e conhecimento.
Classificação da cor da faixa

CURIOSIDADES SOBRE JUDO

Curiosidades

  • Jigoro Kano, criador do judô, ainda é o único homem a ter alcançado o 13º dan.
  • O judô só passou a ser considerado esporte olímpico em 1964, em Tóquio.
  • Entre as mulheres, o esporte só passou a ser disputado nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. Na ocasião, a chinesa Xiaoyan Zhuang ganhou a medalha de ouro na categoria pesado (acima de 72kg).
  • Atualmente, o japonês Keiji Suzuki é um dos principais nomes do judô mundial. Campeão olímpico em 2004 na categoria pesado (acima de 100kg), hoje ele compete entre os meio-pesados (até 100kg). Foi nessa categoria que conquistou o Campeonato Mundial de 2005, disputado no Cairo.
  • O técnico da seleção masculina nacional, Luís Juniti Shinohara, é o único brasileiro, ao lado de Bernardinho (do vôlei), a conquistar medalhas como atleta e treinador nos Jogos Pan-Americanos. Ele foi ouro em 1979, em San Juan, prata em 1983, em Caracas, e bronze em 1975, na Cidade do México. Como treinador, comandou todos os medalhistas brasileiros no último Pan, em 2003, em Santo Domingo.
  • No judô, além do ouro e da prata para o campeão e vice, respectivamente, são distribuídos dois bronzes por categoria, que premiam os vencedores de uma repescagem entre aqueles que perderam alguma de suas lutas antes de chegarem à final.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

tecnicas

  • Nage-Waza (técnicas de arremesso)
  • Tachi-Waza (técnicas em pé)
  • Te-Waza (técnicas de braço)
  • Koshi-Waza (técnicas de quadril)
  • Ashi-Waza (técnicas de perna)
  • Sutemi-Waza (técnicas de sacrifício)
  • Mae-sutemi-Waza (técnicas de sacrifício para frente)
  • Yoko-sutemi-Waza (técnicas de sacrifício para o lado)
  • Katame-Waza (técnicas de domínio no solo)
  • Ossaekomi-Waza ou Ossae-Waza (técnicas de imobilização)
  • Shime-Waza (técnicas de estrangulamento)
  • Kansetsu-Waza (técnicas de luxação)
  • Atemi-Waza (técnicas de ataque)

[editar] Exercícios básicos

No judô cada professor pode estabelecer o seu sistema de exercício, o plano geral de treinamento é o seguinte:
Taiso
Exercício de aquecimento, visa aquecer e tornar o corpo mais flexível, desenvolvendo também a musculatura.
Ukemi-No-Waza
Técnicas de amortecimento de queda (rolamentos).
Uchikomi ou Butsukari
Entrada de golpes.
Tando-Gueiko
Treinamento sombra, também conhecido como Uchi-Komi "sombra". É o equivalente ao uchi-komi (entrada de golpes) porém sem parceiro.
Nague-Ai
Projeções alternadas. Treinamento em duplas, alternadamente cada um projeta (derruba) o companheiro de treino.
Kakari-Gueiko
Treinamento defensivo. Nesse tipo de treinamento um dos componentes da dupla é designado a defender e o outro a atacar.
Yaku-Soku-Gueiko
Projeções livres com movimentação. Treinamento com muita movimentação e projeção sem defesa ou disputa de pegada.
Randori
Treino livre, "simula" ou reproduz o "Shiai"(competição), pelo qual a aplicação das técnicas é praticada contra um parceiro, atacando e defendendo, a diferença básica é que ocorre de forma mais "solta" mais "livre" que nas competições propriamente ditas.
Shiai
Competição. Exige muita habilidade técnica, tática, preparação física e mental. Atualmente as competições de alto nível envolvem a participação de diversos profissionais, não somente mais de um "Sensei", entre eles: preparador físico (geralmente especialista em fisiologia do exercício e/ou treinamento esportivo) nutricionista, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros. As técnicas já dominadas no randori devem ser aplicadas sob um determinado conjunto de regras, sujeitas à pontuações que devem ser avaliadas por três árbitros (um central mais dois laterais).
Rolamento - RolloMay
Vem sendo aperfeiçoado por Odimar Fernando, que fez um treinamento especial que durou aproximadamente 7 anos. Ultimamente, não vem demonstrando sua técnica por ser muito humilde, e vem trabalhando mais com o duplo e o triplo, que são variações da técnica tradicional.

penalizacoes

O Shido é a penalização mais fraca do judo. É uma advertência que ainda não vai dar pontos ao adversário.
O Chui é atribuído quando se comete uma infracção um pouco mais grave, ou quando é atribuído um segundo Shido. Ao atribuir-se um Chui a um combatente, atribuí-se um Yuko ao outro.
O Keikoku é atribuído quando se comete uma infracção grave, ou quando é atribuído um Shido quando já se tem Chui, mas que não chega para terminar o combate. Ao atribuir-se um Keikoku a um combatente, atribuí-se um Wazari ao outro.
O Hansoku-Make é atribuído quando se comete uma infracção muito grave, de forma que esse combatente que sofre castigo é expulso e o outro vence por atribuição de Ippon. Também é atribuído Hansoku-Make quando se aplica Shido e se acumula a um Keikoku.

pontuação

Pontuação

O objetivo é conseguir ganhar a luta valendo-se dos seguintes pontos:
  • Yuko - um terço de um ponto. Um Yuko se realiza quando o oponente cai de lado, ou quando é imobilizado por 15 segundos
  • Wazari - meio ponto, dois wazari valem um ippon e termina o combate logo após o segundo wazari.Um Wazari é um "Ippon" que não foi realizado com perfeição, também ganha wazari, se conseguir imobilizar o oponente por 20 à 24 segundos.
  • Ippon - ponto completo, o nocaute do judô, finaliza o combate no momento deste golpe. Um Ippon realiza-se quando o oponente cai com as costas no chão, ao término de um movimento perfeito, quando é finalizado por um estrangulamento, chave de articulação, ou quando é imobilizado por 25 segundos.

graduaçaõ no judo


Os judocas são classificados em duas graduações: kiu e dan. Dependendo das graduações, os judocas aprendem novos golpes. Há 5 conjuntos de golpes básicos (Go Kyo): cada um desses grupos é chamado Kyo.
As promoções tanto para Dangai como para Yudan baseiam-se em exames que incidem sobre requisitos tais como: duração de tempo de treino, idade, caráter moral, execução das técnicas especificadas nos regulamentos e comportamento em competições. No caso de promoção de kiu(classificação), faixa branca a marrom é outorgada pela associação, no caso de promoção as graduações de dan, até 5º dan são realizadas pela banca examinadora da Liga ou Federação Estadual, as outras graduações superiores pela Confederação Nacional.
O sucesso em torneios, campeonatos, por si só não constitui motivo de promoção, é preciso comprovar idoneidade moral e conhecimentos do judô.
Os graus no Judô dividem os alunos nos grupos: Dangai (da faixa branca à marrom) Yudan (do 1º ao 5º Dan) Kodanshas (faixa "coral" e faixa vermelha). O mais alto grau concedido é a extremamente rara faixa vermelha Judan (10º Dan) que até o ano de 2009 fora concedida apenas a 15 homens, sendo que até a referida data 3 estão vivos (Toshigo Daigo, Ishiro Abe, Yoshimi Osawa) os três promovidos dia 08/01/2006 pelo Kodakan.
Há quem diga que o Judô prevê ainda um décimo primeiro dan (Juichidan), que também usaria uma faixa vermelha, e ainda um décimo segundo dan (Junidan) que usaria uma raríssima faixa branca, duas vezes mais larga que a faixa comum, simbolizando o auge da pureza. A cor branca e a cor vermelha das faixas representam para uns as cores da bandeira japonesa e para outros o Yata-No-Kagami.
O símbolo do Judô é o Yata No Kagami, composto por um circulo vermelho que representa o Sol, inscrito no centro de uma figura octagonal (OITO lados), é um "espelho mágico", com o poder de revelar o que há na alma de que olha para ele. É uma das três relíqueas passadas pelos deuses ao primeiro imperador japonês e significa sabedoria ou honestidade (a interpretação varia na literatura).Não confundir com a Sakura No Hana (flor de cerejeira). A flor de cerejeira representa, geralmente, as escolas antigas de jujutsu e possuem CINCO lados
Cores das faixas no Brasil
Branca Judo white belt.PNG
Cinza Ceinture noire.png
Azul Judo blue belt.PNG
Amarela Judo yellow belt.PNG
Laranja Judo orange belt.PNG
Verde Judo green belt.PNG
Roxa Judo purple belt.PNG
marron Judo brown belt.PNG
Preta Judo black belt.PNG

curisidades do judo

Os Quimonos - Os tradicionais Quimonos das japonesas são usados há mais de 2000 anos.
Para fazer um quimono são precisos entre 13 a 33 metros de tecido com 33cm de largura.
O cumprimento do tecido depende das voltas que se quer dar.
A fita que passa pelas costas é símbolo de meiguice e ternura.
As mangas compridas e largas são um apelo ao Amor; por isso, quase todas as jovens usam mangas largas. 


http://judobrasilfight.blogspot.com/
http://www.youtube.com/watch?v=AiBroDYkrUM&feature=related
O judô surgiu no Brasil por volta de 1922, através de Thayan Lauzin . O conde Coma (Mitsuyo Maeda), como também era conhecido, fez sua primeira apresentação no país em Porto Alegre.
Partiu para as demonstrações pelos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, transferindo-se depois para o Pará em outubro de 1915, onde popularizou seus conhecimentos dessa arte.
Outros mestres também faziam exibições e aceitavam desafios em locais públicos. Mas foi um início difícil para um esporte que viria a se tornar tão difundido. Um fator decisivo na história do judô foi a chegada ao país de um grupo de nipônicos em 1938.
Tinham como líder o professor Riuzo Ogawa e fundaram a Academia Ogawa, com o objetivo de aprimorar a cultura física, moral e espiritual, por meio do esporte do quimono. Apesar de Riuzo Ogawa ser um mestre de jujutsu tradicional, chamou de Judô a arte marcial que lecionava quando este nome se popularizou.
Portanto, ensinava um estilo que não era exatamente o Kodokan Judo, o que não diminui sua enorme contribuição ao começo do Judô no Brasil.
Daí por diante disseminaram-se a cultura e os ensinamentos do mestre Jigoro Kano e em 18 de março de 1969 era fundada a Confederação Brasileira de Judô, sendo reconhecida por decreto em 1972.
Hoje em dia o judô é ensinado em academias e clubes e reconhecido como um esporte saudável que não está relacionado à violência. Esse processo culminou com a grande oferta de bons lutadores brasileiros atualmente, tendo conseguido diversos títulos internacionais.
Baseado nesses inconvenientes, Jigoro Kano, um jovem que na adolescência se sentia inferiorizado sempre que precisasse desprender muita energia física para resolver um problema, resolveu modificar o tradicional jujutsu, unificando os diferentes sistemas, transformando-o em um poderoso veículo de educação física.
Pessoa de alta cultura geral, ele era um esforçado cultor de jujutsu. Procurando encontrar explicações científicas aos golpes, baseados em leis de dinâmica, ação e reação, selecionou e classificou as melhores técnicas dos vários sistemas de jujutsu, dando ênfase principalmente no ataque aos pontos vitais e nas lutas de solo do estilo Tenshin-Shinyo-Ryu e nos golpes de projeção do estilo Kito-Ryu.
Inseriu princípios básicos como o do equilíbrio, gravidade e sistema de alavancas nas execuções dos movimentos lógicos. Estabeleceu normas a fim de tornar o aprendizado mais fácil e racional. Idealizou regras para um confronto esportivo, baseado no espírito do ippon-shobu(luta pelo ponto completo).
Procurou demonstrar que o jujutsu aprimorado, além de sua utilização para defesa pessoal, poderia oferecer aos praticantes, extraordinárias oportunidades no sentido de serem superadas as próprias limitações do ser humano.
Jigoro Kano tentava dar maior expressão à lenda de origem do estilo Yoshin-Ryu (Escola do Coração de Salgueiro), esta se baseava no princípio de “ceder para vencer”, utilizando a não resistência para controlar, desequilibrar e vencer o adversário com o mínimo de esforço. Em um combate o praticante tinha como o único objetivo à vitória. No entender de Kano, isso era totalmente errado. Uma atividade física deveria servir em primeiro lugar, para a educação global dos praticantes.
Os cultores profissionais do jujutsu não aceitavam tal concepção. Para eles o verdadeiro espírito do jujutsu era o shin-ken-shobu (vencer ou morrer, lutar até a morte). Diz a lenda que um médico e filósofo japonês, Shirobei-Akyama, estava convencido que a origem dos males humanos seria resultado da má utilização do corpo e do espírito. Deste modo partiu para estudos de técnicas terapêuticas chinesas, estudou o princípio do taoísmo, acupuntura e algumas técnicas de wushu, luta chinesa que usava as projeções, as luxações e os golpes. Quando Shirobei retornou ao Japão passou a ensinar seus discípulos o que havia assimilado do princípio positivo da filosofia taoísta, tanto na medicina como na luta, ou seja, ao mal ele opunha o mal, à força, a força.
No entanto este princípio só se aplicava a doenças menos complexas como em situações fáceis de lutas, ao enfrentar um oponente mais forte não dava resultados. Assim, seus discípulos o abandonaram e ele perplexo retirou-se para um pequeno templo e por cem dias meditou. Durante este espaço, tudo foi colocado em questão, a filosofia chinesa ying e yang, a acupuntura e por fim todos os métodos de combate, na medida que “opor uma ação a outra ação não é vantajoso a não ser que a minha força seja superior à força adversa”.
Certo dia quando passeava no jardim do templo enquanto nevava, escutava os estalidos dos galhos das cerejeiras que se quebravam sob ao peso da neve. Por outro lado, observou um salgueiro que com o peso da neve curvava os seus ramos até que a neve era depositada no solo e depois retornava a sua posição inicial.
Por suas idéias, Jigoro Kano era desafiado e desacatado insistentemente pelos educadores da época, mas não mediu esforços para idealizar o novo jujutsu, diferente, mais completo, mais eficaz, muito mais objetivo e racional, denominado de judô, e transformando-o num poderoso veículo de educação física.
Chamando o seu novo sistema de judô, ele pretendeu elevar o termo “jutsu” (arte ou prática) para “do”, ou seja, para caminho ou via, dando a entender que não se tratava apenas de mudança de nomes, mas que o seu novo sistema repousava sobre uma fundamentação filosófica.
Em fevereiro de 1882, no templo de Eishoji de Kita Inaritcho, bairro de Shimoya em Tóquio, oro
Jig Kano inaugura sua primeira escola de Judô, denominada Kodokan (Instituto do Caminho da Fraternidade), já que “Ko” significa fraternidade, irmandade; “Do” significa caminho, via; e “Kan” instituto.
E uma arte marcial praticada como desporto, fundada por Jigoro Kano em 1882.
Os seus objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, para além de desenvolver técnicas de defesa pessoal.

O Judo teve uma grande aceitação em todo o mundo,
pois Kano conseguiu reunir a essência do jujutsu,arte marcial praticada pelos bushi, ou cavaleiros durante o período Kamakura (1185-1333), a outras artes de luta praticadas no Oriente e fundi-las numa única e básica.
O Judô foi considerado desporto oficial no Japão nos finais do século XIX e a polícia nipônica introduziu-o nos seus treinos. O primeiro clube judoca na Europa foi o londrino Budokway (1918).
A vestimenta utilizada nessa modalidade é o keikogi (não confundir com kimono), que no judô recebe o nome de judogi, e que com o cinturão forma o equipamento necessário à sua prática.
O judogi pode ser branco ou azul, ainda que o azul seja quase apenas utilizado para facilitar as arbitragens em campeonatos oficiais. Com milhares de praticantes e federações espalhados pelo mundo, o judô se tornou um dos esportes mais praticados, representando um nicho de mercado fiel e bem definido.
Não restringindo seus adeptos a homens com vigor físico e estendendo seus ensinamentos para mulheres, crianças e idosos, o judô teve um aumento significativo no número de praticantes. Sua técnica utiliza basicamente a força e peso do oponente contra ele.
Palavras ditas por mestre Kano para definir a luta: "arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual". A vitória, ainda segundo seu mestre fundador,

tudo sobre judo e suas origem e tudo sobre musculação

saiba tudo sobre a origem do judo por quem e quando